Executivos pedem cuidado com renovação em agência

Fonte: Valor Econômico
13/11/2017

Às vésperas de mudanças importantes na cúpula da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um grupo de altos executivos do setor levou ao governo sua preocupação em torno das indicações de novos diretores para o órgão regulador. O pedido de cuidado na escolha dos futuros dirigentes da agência, buscando uma blindagem contra influência política, foi apresentado ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em audiência realizada na semana passada.
Além do presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, estavam representantes dos principais investidores em energia elétrica no país: CPFL, Neoenergia, AES, Engie, Eneva, EDF e Enel.
De acordo com Sales, o objetivo foi levar o reconhecimento de avanços no diálogo entre empresas e ministério para a tomada de decisões, mas também expressar a necessidade de “critérios meritocráticos” na sucessão da Aneel.
São cinco vagas na diretoria da agência. Uma já foi desocupada no fim de outubro: a de José Jurhosa. No dia 14 de janeiro, expira o mandato de Reive Barros. Os outros três – incluindo o diretor-geral, Romeu Rufino, além de André Pepitone e Tiago Correia – só estão garantidos até agosto.
Para Sales, cinco fatores são considerados “indispensáveis” nas próximas escolhas: formação acadêmica robusta, manifestação evidente de notório saber, ampla e diversificada experiência no setor elétrico, desejável passagem pela iniciativa privada, maturidade profissional. “As agências são fundamentais para o desenvolvimento sustentável de atividades econômicas reguladas”, afirma o executivo.