Obras Civis

Barragens
Tem a função de reter a água para um determinado fim, criando, artificialmente um desnível. No caso das PCHs, a barragem não tem a função de acumulação, mas sim de desviar parte da vazão do rio para estruturas de adução. Essas características definem a forma de operação da central, que é a operação a fio d’água.
As barragens podem ser construídas com os mais diversos tipos de materiais como terra, pedras, concreto, e alvenaria de tijolos ou pedras e podem ser obras simples, como no caso das microcentrais, ou complexas e caras como no caso das PCHs, são de forma geral a estrutura mais cara de uma PCH.
A altura da barragem determina, automaticamente, a área a ser alagada pelo reservatório e o volume da capacidade de acúmulo do reservatório. Uma barragem quando construída deve ter estabilidade para qualquer condição de carga e apresentar grau de estanqueidade compatível com sua vida útil e riscos assumidos.
Reservatórios
São os lagos formados pelo barramento de central hidrelétrica, exigem especial atenção por seus aspectos energéticos e ambientais. Suas características são consequência natural do barramento do curso d’água e da topografia à montante deste barramento.
O posicionamento da barragem, a fixação de sua altura e o consequente volume do reservatório é um estudo técnico e econômico que envolve, entre outros, os aspectos de meio ambiente, mercado, volume de regularização e localização da tomada d’água.
Canal de Adução e Conduto Forçado
O canal de adução e o conduto forçado têm por função levar a água em direção à casa de máquinas. O nível da água no final do canal de adução e no reservatório é praticamente o mesmo, havendo apenas uma pequena diferença para fazer com que a água saia do reservatório e se dirija para o final do canal de adução. No final do canal de adução está localizada a estrutura que chamamos de câmara de carga, que é a interface entre o canal de adução e o conduto forçado.
A tubulação forçada interliga o final do canal de adução com a casa de máquinas. Nesta tubulação é possível o desenvolvimento de pressão, e desta forma, o desnível existente e necessário para construção de uma central hidrelétrica começa a ser aproveitado. A tubulação forçada fica apoiada sobre blocos de pedra ou concreto, chamados de blocos de sustentação, e engastada (presa) a outros blocos que são chamados de blocos de ancoragem, dos quais sempre existe pelo menos dois, um no início e outro no final da tubulação.
Estas estruturas, assim como a barragem, têm um custo considerável e se forem muito longas podem inviabilizar a PCH.